Monitoramento

O Monitoramento

O processo de avaliação do número de espécies de moscas-das-frutas e a sua distribuição em cada localidade produtora é chamado de monitoramento. Esse sistema pode analisar ovos e larvas diretamente nos frutos ou indiretamente, por meio do uso de armadilhas que capturam adultos (RAGA et al., 1996).

O monitoramento da população do inseto permite o acompanhamento da flutuação populacional da praga em certa área, ou a detecção de espécies exóticas ou quarentenárias. Desta forma, o monitoramento permite caracterizar a população dos tefritídeos do ponto de vista quantitativo e qualitativo (NASCIMENTO et al., 2000).

Objetivo do monitoramento

  • Acompanhamento da flutuação populacional da praga;

  • Detecção de espécies exóticas ou quarentenárias;

  • Manutenção da área livre.

Qual a vantagem do monitoramento para o produtor?

É uma ferramenta para tomada de decisão, com relação ao controle da polução do inseto-praga, tendo o conhecimento das espécies encontrada na sua área e a população, ira facilitar a tomada de decisão, podemos ter como exemplo a aplicação desnecessária de inseticida caso a densidade populacional de da praga na área seja muito baixa ou o oposto desse exemplo.

Ampliar mercados, pois países como EUA, Chile, Argentina entre outros, exigem o monitoramento de pelo menos seis meses antes do início da colheita, a fim de reduzir a população de mosca-das-frutas, se necessário ou comprovar a ausência.

Agregar valor ao produto, produtos vindo de áreas monitoradas tem como vantagem o aumento do produto final.

Sistema de Mitigação de Risco (SMR), produtores que se encontras dentro das SMR e realiza o monitoramento tem como vantagem a diminuição de custos com o transporte já que poderá trafegar dentro da Área Livre de Plagas.

Armadilhas Utilizadas pelo COEX

McPhail Jackson

Armadilha McPhail

Armadilha McPhail

A armadilha McPhail é um recipiente em forma de “pera” ou de cúpula, invaginado, feito de plástico transparente, com um gancho no topo para pendurar a armadilha na planta hospedeira, com capacidade na extremidade interna variando de 500 a 800 ml de solução. A parte superior é transparente e a base é amarela, sendo que a parte superior e a base da armadilha podem ser separadas, facilitando as atividades (deposição de atrativo, inspeção e coleta dos insetos capturados).

Para capturar as espécies de moscas-das-frutas do gênero Anastrepha spp., é utilizado como atrativo alimentar uma solução com proteína hidrolisada de milho a 5%, utilizado na proporção de 25ml de proteína para 500ml de água. O atrativo é substituído a cada sete dias, realizando-se limpezas e/ou trocas das armadilhas antes da reposição do atrativo.

A instalação é feito na proporção de uma McPhail para cada dez hectares na manga (IN 20, 2001) no caso da cucurbitaceae utilizado uma McPhail para cada cinco hectares obedecendo ao tempo de instalação que é quando a cultura atingir a idade de até 35 dias do cultivo (contados a partir da data da semeadura, mesmo para os casos de transplantio) (IN13, 2016), e no mamão são uma McPhail para um hectare (IN 05, 2008) em ambas as culturas as armadilhas devem ser distribuídas da periferia para o centro do campo de produção. As armadilhas são instaladas na própria planta, no caso da manga e mamão, já na cucurbitaceaeé utilizada uma casinha de madeira, onde a armadilha ficara instalada, tendo cuidado para que as ramas não interfiram na captura das moscas-das-frutas. As armadilhas ficam instaladas permanentemente, só são desinstaladas, quando for eliminar a área, ou caso não queira realizar o monitoramento para exportação.

Cada armadilha recebeu um crachá com código de identificação (24.08003.0001.17.001.001), representando o estado UF (RN: 24), código do município (Mossoró: 08003), número de registro da propriedade (0001), ano (17), unidade de produção UP (001), número de armadilha (001), além de conter informações da data de coleta futura, data de instalação da armadilha e nome da propriedade, o crachá deve ser trocado junto com o atrativo.

A cada vistoria, as armadilhas McPhail são retiradas cuidadosamente para não danificar ou derramar as coletas, e conduzidas para fora da área onde as mesmas estavam instaladas, para retirada e acondicionamento dos espécimes coletados. Os insetos capturados são separados do líquido com o uso de uma peneira com malha fina e em seguida feita a lavagem. O líquido da armadilha e a água utilizada na lavagem são descartados em local apropriado na própria localidade, evitando-se contaminações. As coletas são transferidas para um frasco contendo álcool 70% o álcool deve ser em uma quantidade que cubra todas as coletas dentro do recipiente para assim tem uma melhor conservação da coleta, recipiente este devidamente identificado com etiquetas que devem conter as seguintes informações, número da armadilha (24.08003.0001.17.001.001), data da coleta, tipo de cultura, a etiqueta deve ser impressa em impressora a laser ou escrito de grafite para que o álcool não apague as informações, em seguida encaminhada para a unidade de triagem, laboratório do COEX, para quantificação e identificação.

Armadilha Jackson

A armadilha Jackson é vazada (oca), em forma de delta, e confeccionada em papel-cartão branco encerado ou de material plástico. Fazem parte da armadilha um encarte retangular branco ou amarelo, também confeccionado de papel-cartão encerado ou de material plástico, coberto com uma fina camada de material adesivo usado para capturar as moscas; uma armação de arame; e um suspensor de arame colocado no topo da estrutura da armadilha para sua fixação na planta.

O encarte adesivo é substituído de acordo com a (IN 20, 2001) no caso da manga que determina a troca em intervalos de quatorze dias ou quando apresentarem mais de vinte capturas, no mamão o encarte adesivo é substituído de acordo com a (IN 05, 2008) que determina a troca em intervalos de sete dias, sendo o encarte retirado, cuidadosamente dobrado longitudinalmente e envolvidos com papel filme, em seguida, é realizado a identificação no verso do encarte onde são inseridas informações como, o número da armadilha, data de coleta e tipo de cultura, em seguida o responsável técnico do COEX realiza a contagem das moscas-das-frutas.

Para captura de C. capitata, foi utilizado sachê contendo Trimedlure®, como atrativo sexual, substituídos conforme IN 20 e IN 05, com a troca em intervalos de 45 dias.

Identificação dos espécimes

Todas as coletas são enviadas para o laboratório do COEX, onde uma pessoa devidamente treinada vai realizar a triagem, separando moscas-das-frutas de outras espécies, após a separação e constatando alguma captura de C.capitata e Anastrepha spp, ela será enviada para o laboratório de moscas-das-frutas, que fica localizado na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), para a identificação por especialistas. Para identificação dos espécimes é utilizado microscópio estereoscópico com capacidade de aumento de 10 vezes. Os espécimes de Anastrepha spp. são sexados, quantificados e armazenados em recipientes de plástico com tampa de rosca contendo em seu interior álcool 70%. Os espécimes de C. capitata são quantificados e identificados. Os vouchers das espécies são armazenados no Laboratório de Entomologia Aplicada durante o período de um e dois anos para C. capitata e Anastrepha spp., respectivamente. Para as espécies de Anastrepha spp., a identificação é baseada nas fêmeas pela observação do acúleo, padrão alar, padrão torácico, medioterfito (metanoto) e subescutelo (pós-escutelo), seguindo recomendações de Zucchi (2000), fazendo-se também uso de chaves elaboradas por Canal (1997). Os exemplares identificados como C. capitata são diagnosticados por características morfológicas das asas, cerdas pós-oculares e escutelares (FOOTE, 1980).

IN 20 (Manga)

IN 13 (Curcubitaceae Área Livre)

IN 16 (Curcubitaceae)

IN 05 (Mamão)